domingo, abril 06, 2008

Processos de compra

Enfim, tenho sono... Mas postando aqui como esperado (já que eu sei que todo mundo adora ler o que eu escrevo).

Nada a dizer, nada pensado, enfim vamos falar sobre Marketing então.

Vamos lá, quais são as cinco etapas básicas do processo de decisão de compra para o Marketing? E o melhor de tudo serei eu o exemplo das explicações.


1º Reconhecimento da Necessidade.


Porque reconhecimento da necessidade? Simples, ela já existe.
Alguns dizem que a publicidade, marketing ou qualquer que seja o meio de comunicação que tenha como pretensão a venda tem o poder de criar necessidades nas pessoas. Não é assim que essa área funciona, necessidades não são criadas, elas existem simplesmente, mas elas podem ser instigadas, isso sim a comunicação pode fazer, instigar.


Vejam abaixo a Pirâmide de Maslow:


Só mudem Necessidades Afectivas para Sociais.

Então, estou eu feliz e contente em casa sem nenhuma das necessidades ativadas ai vem um belo comercial, provavelmente algum de comida, esses são os únicos que normalmente me afetam. Ele então ativa necessidade em me alimentar e vai direcionar essa necessidade ao produto que deseja vender, eis então que Reconheço a necessidade que tenho.
Outro exemplo (real agora) é o fato deu pensar em que carro comprar (já que ganharei dinheiro pra isso) a necessidade básica de um carro é a locomoção, onde qualquer um satisfaz isso, mas ele entra na necessidade social também, pois compramos essas coisas com o fim de impressionar os outros, mas os fatores tirar carta e saber que o velho me dará dinheiro me faz reconhecer que preciso de um carro.
2º Busca de informação.

Simples, quanto mais importante for à compra maior será a busca de informação, ou seja, para comprar uma bala você comprará a primeira que ver pela frente, ou a 7belo que sabe que é boa.
Para comprar um carro você vai ler, conversar com amigos, com vendedores, fazer test-drive, resumindo vai gastar muito mais tempo nesse momento de busca de informações, pois o carro será um item caro logo tem que ser muito bem escolhido.

3º Avaliações das alternativas.

Novamente, em uma compra simples será simples, provavelmente ignorável essa parte.
Em um compra de maior gasto provavelmente teremos após as informações uma pequena lista de produtos que se adéquam ao que desejamos.
Ou seja, posso eu: Comprar um Opala, Chevette, Puma, Escort, Accent e por ai vai.
Mas já descarto: Gol, Uno e outros que durante a pesquisa sei que não me interessam (são feinhos que só).
O que então me fará decidir a compra?
A. Atender as Necessidades ( ser bonitinho pro meu gosto e andar.)
B. Oferecer um benefício (Opala é fodão, Chevette gasta pouco e possível de fazer modificações, Puma também não gasta muito e tem um estilo próprio, Escort... errrr... anda, Accent é novo em relação os outros, barato em relação aos da mesma época e bonito.)
C. Preferência por um atributo: Ser foda (Opala).

4º Decisão de compra.

- Após avaliar as alternativas, descartar mais alguns, ainda sim, a decisão final terá: Influencia de outras pessoas (amigos, família e blábláblá)
Situação imprevista: Estou eu andando e derrepente vejo um mustang por 5 mil, andando...talvez precisando de alguns reparos, mas andando bem, claro que vou comprar.

5º Pós-Compra.

Eis o momento do Super-ego, onde você depois de comprar, começa a suar seu produto e se pergunta: Puta merda, será que eu não devia ter comprado aquele outro? Ou o outro? Era mais novo, mais garantido de não dar pau.
Para produtos usados é mais complexo, normalmente não se tem garantia. Para produtos novos tem-se a garantia e projetos que minimizem a ansiedade a pós-compra (inspeção geral e gratuita por parte da fábrica após X quilômetros rodados e coisas assim).

Resumindo, esses são os estágios que você pode passar em uma compra, algumas pessoas podem pular do primeiro para a compra direto ou por ai vai, mas enfim, está aqui escrito o texto de hoje.

6 comentários:

Bianca Hayashi disse...

Bem, eu acho que pulo todas as etapas e só vou para a loja e digo: gostei, vou levar. :P

Embora eu pare várias vezes na quinta... xDDD~

Rabay disse...

Eiii!! Eu já vi essa pirâmide!
Na aula de Gestão da Produção na Construção Civil (basicamente organização do canteiro de obras), as necessidades dos operários seguiam justamente essa pirâmide.

Começava pelas necessidades fisiológicas, local de alimentação, banheiro. Depois as de segurança: os equipamentos. Depois as sociais, ele tinha que se dar bem com os empregadores e com os outros empregados. Finalmente as de auto-estima e de realização pessoal, que legal, não sabia que isso tinha sido tirado do Marketing =D

dmariano disse...

Na verdade é da psicologia a piramide, mas o marketing usa bastante ela..xD

Anônimo disse...

eu não entendi õ__ó

Douglas Terenciano disse...

nossa.......tah lembrando muito a prof doida de psicologia heim.........se cuida rapaz.vc tah ficando igual a ela..faz tratamento =D

Nefelibata disse...

Vejamos o que a ideologia da sociedade capitalista faz com as pessoas. Fetichismo de consumo e descartabilidade... tsc, tsc... XD

Embora as necessidades fisiológicas sejam as mais imediatas, elas não me parecem ser as que mais movimentam a máquina de compra e venda. Pelo menos no Brasil, as cinco empresas mais ricas de 2007 foram Petrobras, Bradesco, Itaú, Banco do Brasil e a Vale do Rio Doce. Mundialmente, tudo bem, a Wal Mart lidera (embora não seja apenas uma empresa de alimentos e necessidades básicas), mas depois temos apenas petroleiras e de automóveis. Não sei até onde devemos creditar esses lucros ao consumo de combustíveis fósseis no processo produtivo e distributivo de alimentos, por exemplo... mas o que quero dizer é que NÃO, as necessidades não são todas dadas.

Mesmo que considerássemos os lucros dessas empresas mais ricas como dependentes do simples abastecimento de alimentos e saúde, como explicar que a humanidade tenha sobrevivido por milhares de anos e apenas no século XIX é que se descobriu o petróleo? Vejamos a Internet atualmente. Vivemos sem ela perfeitamente até uns vinte anos atrás, mas hoje você diria que ela não é necessária?

Sim, sobreviveríamos sem tudo isso. Mas compra e venda não se baseiam no imprescindível à sobrevivência. Aliás, o capitalismo nunca funcionou assim :p E eu acho, sim, que seu trabalho como publicitário em sentido amplo, consiste também em criar necessidades virtuais. Quem, dos seus amigos e colegas, nunca disse "eu preciso de um celular novo", mesmo sendo aquele perfeitamente funcional? Ou dizendo "preciso comprar um carro" quando não há nenhum problema (a não ser a mera vaidade) em pegar ônibus/metrô.

De onde será que essas necessidades surgem? Não somente da publicidade, eu diria, mas fatalmente influenciadas por ela, também.